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Mulher é condenada por mandar matar cachorro da própria filha por R$ 100
Publicado em 15/10/2026
Animal foi morto após desentendimentos sobre sua permanência na casa da família; pena supera quatro anos de reclusão.
Uma moradora de Jaraguá do Sul/SC foi condenada a quatro anos, três meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, por mandar matar o cachorro da própria filha.
A sentença, proferida pelo juízo da 1ª vara Criminal da comarca, reconheceu sua responsabilidade como mandante dos maus-tratos que resultaram na morte do animal, além de agravantes como motivo torpe e emprego de método cruel.
Segundo a denúncia apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Jaraguá do Sul, o crime ocorreu em agosto de 2024, no bairro Tifa Martins, após desentendimentos sobre a permanência do cachorro na residência da família.
As investigações apontaram que a mulher, inconformada com a presença do cão, contratou um homem para matá-lo por R$ 100. Conforme a acusação, ela articulou a morte, entregou o animal ao executor e fez o pagamento após o crime.
O cachorro foi submetido a sufocamento, agressões e outros maus-tratos que provocaram sua morte. O laudo pericial confirmou o óbito e identificou lesões compatíveis com violência na região da cabeça.
Com base em provas testemunhais e periciais reunidas durante a ação penal, a mulher foi responsabilizada pelo crime de maus-tratos contra animal doméstico com resultado morte, previsto no art. 32, §§ 1º-A e 2º, da lei de crimes ambientais , em concurso de pessoas.
Na análise do processo, foram reconhecidas as agravantes de motivo torpe, condição de mandante, prática do crime durante a noite, abuso da relação de confiança familiar e emprego de método cruel.
Além da pena de reclusão, a sentença estabeleceu o pagamento de multa e proibiu a mulher de guardar animais durante o cumprimento da pena. Ela poderá recorrer em liberdade. Ainda cabe recurso da decisão.
Justiça reconheceu responsabilidade do proprietário após animal escapar da contenção e atacar cachorro de pequeno porte. Indenização soma cerca de R$ 5 mil.
Teddy atua como cão de assistência judiciária no acolhimento de crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência.
Animal representado por ONG recebeu R$ 5 mil por danos morais e R$ 2 mil por despesas com tratamento.
LEONARDO LINS E SILVA - ADVOGADOS ASSOCIADOS
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