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STF: Gilmar e Cármen destacam defasagem na educação pública após pandemia

Publicado em 26/08/2026

Ministra afirmou que estudantes podem levar ao menos cinco anos para superar efeitos do período.

Durante julgamento no STF, nesta quarta-feira, 26, ministro Gilmar Mendes e ministra Cármen Lúcia chamaram atenção para os efeitos da desigualdade tecnológica na educação pública, especialmente após a pandemia da Covid-19.

A manifestação ocorreu durante análise dos limites do poder do MPF para requisitar informações, perícias, serviços de servidores e meios materiais de órgãos estaduais. Ao discutir carências estruturais da Administração Pública, os ministros citaram a educação como exemplo do impacto da falta de recursos tecnológicos.

STF julga poder de requisição do MPF a órgãos estaduais

O decano da Corte afirmou que, naquele período, ficou evidente a diferença entre escolas públicas e privadas em razão da falta de acesso a equipamentos como computadores e tablets.

Segundo o ministro, enquanto parte dos estudantes acompanhava aulas virtuais, muitas escolas públicas precisavam recorrer a materiais impressos que nem sempre chegavam aos alunos.

Cármen Lúcia concordou e destacou que, em alguns casos, os Estados afirmavam ter disponibilizado conteúdo, embora os estudantes não tivessem meios para acessá-lo.

Para a ministra, os efeitos educacionais daquele período ainda levarão anos para serem superados.

" Para superar o que aconteceu durante aqueles três anos, nós vamos levar pelo menos cinco anos para que esses estudantes de então cheguem à mesma condição ", afirmou.

Cármen também relatou episódio recente em que foi questionada sobre a substituição de um mimeógrafo por outra ferramenta, exemplo que, segundo S. Exa., evidencia a distância entre estruturas ainda utilizadas e as exigências tecnológicas atuais.

" A maioria das pessoas, inclusive os da minha família, não sabiam o que era um mimeógrafo, os mais novos. Eu sei porque eu sou velha, só por isso ", brincou.

Ministra citou falta de profissionais especializados, arquivos em papel e escolas ainda sem recursos digitais.

Manifestação ocorreu durante julgamento no STF sobre limites do poder de requisição do MPF a órgãos estaduais.

Corte discute limites para requisição de perícias, serviços de servidores e meios materiais de órgãos estaduais pelo MPF.

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