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Presidente do Supremo da Bolívia foge após ordem de prisão por tráfico

Publicado em 06/11/2026

Romer Saucedo alega perseguição política; autoridades suspeitam que o magistrado esteja no Brasil.

O presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, Romer Saucedo , deixou o país após a emissão de um mandado de prisão por suspeita de tráfico de drogas e organização criminosa.

O magistrado afirma sofrer perseguição do governo de Rodrigo Paz, enquanto o Ministério Público boliviano anunciou que acionará a Interpol para uma busca internacional.

A ordem de prisão foi expedida na terça-feira, 3, pelos fiscais Daniel Perales e Edwin Sarmiento, com base nos crimes de tráfico de substâncias controladas e organização criminosa. O documento menciona o artigo 48 da Lei 1008 e o artigo 132 bis do Código Penal boliviano, além de apontar indícios de autoria e riscos de fuga e obstrução da Justiça.

Segundo o procurador-geral interino, José Armando Urioste, Saucedo havia retornado à Bolívia naquela terça-feira, após uma viagem ao exterior, e teria deixado o território por via terrestre. A apuração segue sob sigilo por contar com a colaboração de testemunhas protegidas.

Na quinta-feira, 5, as autoridades realizaram quatro operações em Santa Cruz, prenderam familiares do magistrado e apreenderam materiais para a investigação. De acordo com Urioste, há suspeita de que Saucedo esteja no Brasil.

Ao explicar sua saída em publicação no X, Saucedo afirmou temer pela própria segurança e pela de sua família. Também acusou o poder político de preparar provas falsas para desacreditá-lo e atingir outros líderes.

Durante visita à Espanha para a Cúpula Ibero-Americana, Rodrigo Paz rejeitou a acusação de perseguição e classificou a fuga como uma “notícia penosa”. O presidente afirmou que a saída ocorre diante de acusações e investigações sobre o sistema judicial boliviano.

Já o ministro de Governo, Marco Antonio Oviedo, declarou que Saucedo “ficou nervoso” com o avanço das apurações. O governo relaciona o episódio ao caso do ex-procurador-geral Roger Mariaca, preso em outubro sob acusação de liderar uma organização criminosa que protegia o narcotráfico.

Me ha tocado tomar la decisión MÁS DURA DE MI VIDA, pero como siempre, hablaré con la verdad y sin rodeos. Bolivia dejó de ser un país seguro. MI LIBERTAD Y LA VIDA DE TODA MI FAMILIA CORREN PELIGRO. Se acabaron las garantías jurídicas: el poder político convirtió nuevamente a la justicia en una puerta giratoria que ejerce como regla la detención preventiva a quien no comulga con ellos, y tampoco titubea para contratar sicarios y silenciar gente con la muerte. Se vienen construyendo relatos en base a mentiras y sé que van a sembrar pruebas para desacreditarme. Pero no solamente a mí: lo harán además con otros liderazgos emergentes, referentes regionales y nacionales, para después de haberlos desacreditado en redes sociales y medios de comunicación, darles la estocada judicial final. No perdonaron que un provinciano haya puesto un alto a las intromisiones de políticos en la justicia. No toleran que haya actuado con la frontalidad con la que me criaron, con las herramientas jurídicas que mi formación, tanto en Bolivia como en el exterior, me otorgó. Desde que me postulé a la preselección en la Asamblea Legislativa anterior, no era un candidato favorito, pero esa formación académica me permitió llegar entre los 8 MEJORES SELECCIONADOS para estar en la papeleta. Posteriormente, el pueblo cruceño me respaldó en las urnas con MÁS DE 740 MIL VOTOS — después de que activistas investigaron nuestro historial profesional y si teníamos afinidad política alguna —, siendo EL MÁS VOTADO DE TODO EL PAÍS para ejercer en el Tribunal Supremo de Justicia. Esa frontalidad y sinceridad para decir las cosas causó molestias desde el inicio, incluyendo al anterior gobierno, pero los actuales empezaron un ataque sistemático y gradual: primero para desacreditarme ante mi pueblo con esos relatos construidos en base a la mentira. Y estoy seguro de que pretenderán utilizar elementos de convicción que serán fabricados a la medida de algunos políticos, para luego convertirme en un objetivo judicial y así ser el trofeo con el que celebren la toma del Órgano Judicial que tanto ansían. ¡NO LES DARÉ EL GUSTO! MI CABEZA NO SERÁ SU TROFEO. A usted, papi, le pido que no se me vaya a quebrar, mi viejo roble. Usted es un hombre que nadie jamás pudo apuntar con el dedo y me enseñó a trabajar honradamente. Le prometo que nos vamos a reinventar. Hace un par de días, le conté públicamente al país y al presidente Rodrigo Paz que, mientras estuve en celdas detenido injustamente cuando tenía 21 años, usted me visitaba todos los días por las mañanas con su termo de agua caliente y tomábamos mate mientras conversábamos. Hoy esos mates tendrán que esperar. No volveremos a compartirlos desde una celda; la distancia me obliga a que hagamos una pausa. A usted, mami, le encargo a mi viejo. Usted sabe lo mucho que significa en mi vida, llevo su nombre y soy el único varón de la familia. Manténgalo sanito y fuerte. Usted es la mujer que lo acompañó toda la vida y confío en que nos seguirá transmitiendo la bravura de toda una leona que protege y encara luchas. A mis hermanas: siempre unidad. Son buenas peladas y no se imaginan cuánto las amo. Se vendrán tiempos difíciles, intentos de persecución y amedrentamiento. Resistan a los cobardes que ya empiezan a articular ataques contra ustedes para intentar debilitarme en el alma. ¡NO SE CALLEN ANTE CUALQUIER ABUSIVO DEL PODER QUE INTENTE PERSEGUIRLAS! Ustedes han forjado su camino sin ayuda de nadie y de manera honrada. Que nos investiguen todo lo que quieran, pero que no siembren pruebas, que no sean cobardes. YO, DESDE AFUERA, PUEDO SER MÁS ÚTIL QUE ESTANDO EN UNA CÁRCEL O MUERTO. A partir de hoy, este sacrificio se convertirá en símbolo de una familia que decide enfrentar la tiranía de los cobardes, de los mentirosos, de aquellos a quienes les gusta dividir hogares. A partir de hoy, ustedes tampoco callen nada ante esos cobardes.

Diante da ausência, a Sala Plena do TSJ concedeu seis dias para que Saucedo retome suas funções em Sucre. Caso ele não se apresente, o tribunal analisará medidas legais por abandono do cargo. A decana Rosmery Ruiz foi designada presidente interina.

Saucedo, de 38 anos, é advogado formado em Santa Cruz e foi eleito magistrado por voto popular em 2024, com mais de 700 mil votos. Assumiu a presidência do tribunal em janeiro de 2025 e, em 15 de outubro deste ano, apresentou renúncia à função, com efeitos previstos para janeiro de 2027.

Durante sua gestão, determinou a revisão de processos contra líderes opositores do Movimento ao Socialismo. A medida resultou na libertação progressiva de Luis Fernando Camacho, Marco Antonio Pumari e Jeanine Áñez.

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