Migalhas
Dino inclui ação da CNI em audiência sobre transição da escala 6x1
Publicado em 06/11/2026
Ministro determinou análise conjunta de ações da indústria e do comércio e reiterou que debate ficará restrito à implementação das novas regras.
O ministro Flávio Dino , do STF, determinou que a ADIn 8.042, ajuizada pela CNI - Confederação Nacional da Indústria contra dispositivos da EC 141/26 , que extinguiu a escala 6x1, seja incluída na audiência de conciliação marcada para terça-feira, 10. A decisão foi tomada diante da semelhança entre os questionamentos apresentados pela entidade e aqueles formulados pela CNC - Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo na ADIn 8.041 , que já seria discutida no encontro.
A audiência será realizada às 14h, na Sala de Sessões da 1ª turma do STF, e tratará exclusivamente de aspectos relacionados à implementação da emenda constitucional, que reduziu a jornada semanal de 44 para 40 horas e assegurou dois dias de repouso remunerado.
Na decisão, proferida nesta sexta-feira, 6, Dino ressaltou que a redução da jornada e a ampliação do descanso semanal não serão objeto de negociação.
"Não estão em discussão a redução da jornada semanal nem a ampliação do repouso semanal remunerado."
Escala 6x1: Dino marca audiência para discutir transição às novas regras
A CNI questiona os artigos 1º, 2º, 3º, 5º, 6º, 7º, 9º e 10 da EC 141/26, especialmente quanto aos efeitos das novas regras sobre instrumentos coletivos de trabalho, regimes de compensação de jornada e prazos de transição.
A entidade também contesta o tratamento conferido às microempresas e empresas de pequeno porte, além das disposições relacionadas aos contratos celebrados com a Administração Pública.
Segundo Dino, esses pontos coincidem, em essência, com os questionamentos apresentados pela CNC na ADIn 8.041, razão pela qual as duas ações poderão ser discutidas conjuntamente.
O ministro observou que, embora existam particularidades relacionadas aos setores representados por cada entidade, essas diferenças não impedem a realização de uma audiência conjunta.
A própria CNI, conforme destacou o relator, requereu uma solução consensual para a controvérsia, com fundamento nos artigos 3º, § 3º, e 5º do CPC .
Dino reiterou que a audiência não terá como finalidade rediscutir as alterações constitucionais aprovadas pelo Congresso Nacional.
O objetivo será esclarecer dúvidas jurídicas, superar eventuais contradições e lacunas e favorecer a negociação coletiva sobre a aplicação das novas regras.
"Busca-se viabilizar a adequada implementação da decisão política do Poder Legislativo, mediante o esclarecimento de eventuais dúvidas jurídicas, a superação de contradições e o preenchimento de lacunas, bem como favorecer a negociação coletiva entre as partes."
O ministro também admitiu a possibilidade de realização de sessões posteriores para examinar questões adicionais relacionadas à controvérsia.
Ressaltou, contudo, que a busca por uma solução consensual não substitui a atuação jurisdicional do Supremo.
"Ressalto que a via consensual não afasta a necessidade de decisões deste Relator e do Plenário do Supremo Tribunal Federal."
Apesar do pedido cautelar apresentado pela CNI, o ministro não concedeu liminar para suspender os dispositivos questionados da EC 141/26.
"No presente momento, não há deferimento de tutela liminar."
Ministro do STF afirmou que redução da jornada e ampliação do descanso semanal não serão discutidas; encontro tratará da implementação da EC 141/26.
Confederação contestou prazo de 60 dias para a primeira etapa e aponta risco de mudanças em acordos coletivos em vigor.
Emenda assegura duas folgas remuneradas por semana e prevê transição para o limite de 40 horas, sem redução salarial.
PEC aprovada pelo Congresso reduz jornada para 40 horas e garante duas folgas semanais, sem redução salarial.
O artigo defende o fim da escala 6x1, destacando benefícios à saúde dos trabalhadores, redução do adoecimento e adaptação econômica, reforçando a luta histórica por direitos trabalhistas.
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