Migalhas
Caso Master: Moraes reitera pedido de acesso a dados do celular de Vorcaro
Publicado em 11/09/2026
Mendonça informou que cópia dos dados permanece lacrada; Moraes afirma que condição não impede compartilhamento com o colegiado.
O ministro Alexandre de Moraes , do STF, reiterou nesta sexta-feira, 11, pedido para que seja disponibilizada aos integrantes da Corte a íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, apreendido na investigação.
A manifestação foi encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, após o relator, ministro André Mendonça, informar que a Polícia Federal entregou ao seu gabinete, em envelope lacrado, uma cópia de segurança dos dados extraídos do aparelho. Segundo Mendonça, a cópia permanece lacrada e intocada.
Ministro André Mendonça diz que cópia de celular de Vorcaro segue lacrada
Moraes, porém, afirmou que essa condição não impede o compartilhamento dos dados com os demais julgadores. Em linha com argumento apresentado por Cristiano Zanin em ofício sobre o mesmo tema, destacou que o material está sob a guarda do gabinete do relator e que, por se tratar de uma cópia, sua disponibilização não representa risco à preservação da cadeia de custódia do material original.
No ofício, Moraes reiterou entendimento manifestado anteriormente de que não cabe ao relator escolher quais documentos serão disponibilizados ao colegiado para a realização do julgamento.
Diante disso, pediu a disponibilização imediata da íntegra da mídia referente ao iPhone 17 Pro apreendido na investigação e referenciada na Informação de Polícia Judiciária de Análise 3298613/2026.
Moraes solicitou ainda a disponibilização da indexação dos dados realizada pela Polícia Federal por meio dos softwares Cellebrite e IPED .
Mendonça informou que celular original está com a PF e que recebeu apenas cópia lacrada dos dados; Zanin diz que material deve ser compartilhado com demais ministros.
Alexandre afirma que documentos seguem inacessíveis aos gabinetes e cobra acesso integral a 18 petições e 180 peças antes do julgamento de terça-feira.
Gilmar afirma que a Pet 16.662 ainda não tem objeto, rito e investigados claramente definidos e defende que os casos sejam reunidos e instruídos antes de irem a julgamento.
Ministro contestou alegação de que 180 documentos ficaram de fora da divulgação e afirmou que todas as peças disponíveis foram publicizadas.
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