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Advogado é preso após agredir filha de 6 anos em elevador em SP

Publicado em 21/08/2026

Câmeras de segurança registraram agressões contra a criança; funcionários do condomínio acionaram a Polícia Militar.

Um advogado de 44 anos foi preso em flagrante, na noite desta quinta-feira, 20, após ser registrado por câmeras de segurança agredindo a filha, de 6 anos, dentro do elevador do condomínio onde vivem, no bairro do Limão, zona Norte de São Paulo. As informações são da Folha de S.Paulo.

Segundo o jornal, imagens do circuito interno mostram o homem chacoalhando a menina e puxando seus cabelos. Ele também teria jogado no chão um par de tênis que estava nas mãos da criança e chutado o calçado.

De acordo com informações da SSP/SP, funcionários do condomínio visualizaram as imagens e acionaram a Polícia Militar.

Conforme o boletim de ocorrência, a mãe havia deixado a filha sob os cuidados do marido enquanto trabalhava. Ao retornar, teria ouvido o homem xingando a criança e o questionado sobre o comportamento.

Ainda segundo o registro policial relatado pela Folha, houve uma discussão entre o casal. Após ser informado pela síndica de que a PM havia sido chamada, o advogado permaneceu sozinho no apartamento, enquanto a mulher levou a filha para a residência da síndica.

Com a chegada dos policiais, o homem teria se trancado em um dos quartos e se recusado a sair. O Gate - Grupo de Ações Táticas Especiais foi acionado e, mesmo após o arrombamento da porta, foram necessárias mais de duas horas de negociação até que ele se entregasse.

À polícia, segundo a Folha, o advogado afirmou que havia ficado desesperado depois de não encontrar a filha no condomínio. Disse que pode ter sido “um pouco ríspido” com a criança, mas declarou não se lembrar de tê-la agredido.

O homem também negou agressão contra a esposa e relatou ter consumido bebida alcoólica, afirmando não se recordar integralmente dos acontecimentos daquele dia.

O advogado foi preso em flagrante por maus-tratos contra a criança, e o caso foi registrado na 4ª DDM - Delegacia de Defesa da Mulher. Segundo o TJ/SP, ele deve passar por audiência de custódia nesta sexta-feira, 21.

Mulher enfrentava acusações de homicídio qualificado, corrupção de menor e destruição de cadáver.

Réu admitiu agressões e disse que agiu para "dar uma lição", sem intenção de matar.

Diante do ocorrido, a seccional catarinense da OAB solicitou o afastamento dos policiais envolvidos para que a responsabilidade seja apurada.

A mulher, que é ex-esposa do agressor, foi chutada e ameaçada de morte após discussão.

Decisão é do juiz de Direito Caio Cesar Melluso, da 2ª vara da Família e Sucessões de São Carlos/SP.

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